sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A idiota sou eu

To começando a achar que o problema não é você, sou eu. Estou numa corda bamba: esquecer e sofrer ou continuar e sofrer. Aprender e sofrer, se ferrar e sofrer... tanto sofrer numa mesma corda. Sofreres do bem e do mal, mas to preferindo a do mal. Burrice, insistência, imaturidade. Coisa indescritível, inexplicável. Algo que me faz mal, mas insistindo que vai ficar tudo bem ou que está tudo bem. O que tá acontecendo? Hipnotizada? Insistir no mesmo erro, a ponto de se tornar mais burra do que um próprio burro? Ninguém vai entender... "Como você é idiota, esqueça-o!'', "ele, fica aí, te humilhando e você lambendo os pés dele? Tá procurando''. Digo isso pelas pessoas e elas tem razão: virei cachorra.
Cachorra pelo próprio vício. O vício de amar está me tornando uma bela cachorra ou uma feiosa cachorra. Diz que nunca seremos compreendidos? Sim, aceito. Diz que eu não significo nada? Sim, aceito. Me manda ir pro inferno? Sim, aceito. É ignorante como se eu fosse qualquer pessoa? Sim, aceito. Me compara com outras pessoas? Sim, aceito. Sim, aceito, tomo no cu, sofro mais ainda e volto para seus pés, como se não houvesse defeito algum, como se nada tivesse acontecido. ''Eu lhe aconselho, menina, ele não te merece. Valorize-se mais!'' Acho que vou partir para o valor. Noto que meu amor por ele está esfriando a cada patada merecida. ''Bem feito, sua trouxa!''.

Simplesmente, não digo mais nada, mas só isso: me deixe eu te deixar em paz e o meu coração na paz.

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