sábado, 26 de abril de 2014

Um desabo no desabafo




Ultimamente ando cansada de tudo. Não é meio cansada, é completamente cansada, esgotável de tudo mesmo: de não ter nada pra fazer, de não ter nada pra contar - pra ninguém -, de não conversar, de não ter sorte, de ter azar, de tentar ter aquela força pra continuar, de ninguém me entender. Me dá aquele calafrio no peito que sobe em meu rosto, afim de derrubar as famosas gotinhas salgadas. Aqueles mesmos pensamentos, imaginações que não saem do lugar. Aquelas coisas que você gostaria de contar pra alguém, mas com medo de ela te julgar e você se arrepender de ter contado. Aquela vontade imensa de voltar pro passado, pra aquela doce e inocente infância, onde eu não sabia o que eram os sentimentos. Ou então aquela vontade de descobrir qual vai ser do meu futuro, se vai ser bom ou ruim, legal ou nem tanto, prazeroso ou não. E por fim, aquela vontade enorme de sair do mesmo botão. Será que to forçando a barra ou é só mais uma fase minha? Frescura ou solidão? Por que isso está parecendo mais pra reclamação do que um desabafo? E por que tantas perguntas, tantas dúvidas de mim mesma? Por que eu não sei respondê-las? Eu ainda não aprendi a compreender às minhas próprias perguntas.


O que eu tenho certeza é que não tô 100% legal, feliz, não posso me fazer de hipócrita. Ninguém é 100% feliz. Tá me faltando alguma coisa, alguma mudança. Falta de vontade? atitude? Pode ser. Mas sabe aquele pessimismo que toma conta de você? Ou pior, aquela sensação de se sentir sempre só, aquela sensação de que quando tudo está dando certo, vem um canhão e desaba com o castelo? Aquelas coisas que você tinha a esperança, a fé, de que daria certo, de que tudo sairia do jeito que você pensou - planejou-, mas não saiu nem a metade? Aquela convicção de que você nunca abraçou/vai abraçar com a sorte? Aquela certeza de que você sempre será assim, sem graça, sem assunto, sem nenhuma novidade pra contar? Isso pode até parecer vitimismo meu, mas tem uma hora que você já não aguenta mais, onde acaba juntando cada pedaço e esses pedaços quando se juntam, se amassam e pronto? Onde a fé e nem a esperança existem mais? É lamentável como pequenos pensamentos podem se transformar num grande furacão.


Às vezes eu paro e penso que tudo vai dar certo, que vou conseguir e tem aquelas - a maioria - horas que penso que tudo vai se desmoronar sem eu ter tentado e esperado. E então, na hora de dormir a minha imaginação flui, com tudo ''perfeito'' e do jeito que mais ou menos gostaria que fosse. Eu só queria mesmo não ser mais assim e parar de ser parecer que tá com a barriga cheia, mas é só uma menina - nem mulher ainda, por sinal - que luta pra não chorar sem pensar nos seus malucos e negativos pensamentos. Isso nunca foi normal. Nunca fui assim.



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