Eu, como mulher, assumo que tais gorduras do meu corpo me incomodam em algumas situações, como vestir uma roupa que você ama, subir as infinitas escadas, correr - fica mais difícil pra quem é sedentário. Até quando eu sento pra escrever - como agora - me incomoda os braços super grossos, a cintura larga e barriga que faz sobrar seu short curto. Tudo bem! Muitas gordinhas se sentem bem consigo mesmas, eu acredito nisso, mas às vezes penso que no fundo não estão satisfeitas, apesar das frases-de-auto-estima. E saber por que? Muita pressão, cobranças, olhares tortos, roupas apertadas, roupas lindas que não cabem nenhum palmo, pejoratividade, homens/vulgo-moleques com piadas escrotas, etc. Há diversas causas, e sei que todas as gordinhas passam/passaram por essas situações. Sejam gordinhas que estão no sobrepeso, obesas, obesas mórbidas. Aí que está: a questão se envolve na saúde. Nem sempre se quer emagrecer por estética, mas por saúde. Eu mesma queria manter meu peso ideal, pra me sentir bem consigo mesma e não pela estética.
Odeio criar ilusões e odeio também cair em desilusões, mas quando se pára pra pensar e analisar não vemos nenhum mar de flores, nem movimentos feministas, nem frases de efeito, nem nada. A verdade é tão dura que dói, como escrever esse tipo de texto. Entretanto, é o que penso! É da realidade que eu penso! Nesse mundo ninguém tá satisfeito consigo mesmo, seja magro, gordo, baixo,alto, negro, branco. Sempre iremos colocar defeitos sem fim em nosso corpo. A teoria é sempre linda nessas redes sociais, mas a prática é realmente exercida? Será que, as mesmas que dizem terem orgulho de seu corpo, são mesmo satisfeitas com ele? Será que não há uma pintada de querer mudança? Será que o machismo, a sociedade, a cultura são mais fortes do que o tal orgulho? Bem, confesso que não tenho nenhum orgulho por ser assim. Agradeço, claro, por ter uma saúde estável, mas sabe quando se quer mais? Que não dá pra deixar pra lá e seguir em frente? Sejamos francos: reclamamos o tempo inteiro de nós mesmos e nem percebemos. O tal orgulho é omitido. Ele não está mais em pauta nos momentos de desabafo e desespero.
Sentir-se bem com o peso é essencial, mas tem uma hora que se olha no espelho e tudo fica tão diferente. É estranho. Volta e passa. Passa e volta. Como as sanfonas das minhas cinturas. Não sei bem o que é, mas não me sinto tão bem assim. Verdade seja dita.
Meu nome é Juliany, 19 anos, estudante de Biblioteconomia do 1º período na UFRJ, mas que ainda tem o sonho de ser formar em Jornalismo, carioca. Amante de livros e apaixonada pela saga A Maldição do Tigre. Gosto de escrever e saber um pouco mais sobre cada assunto. Tímida,introvertida,chocolátra e às vezes tem seus momentos sentimentais. Criei esse blog em 2012, quando eu não tinha nada pra fazer, e acabei aprofundando minha escrita.Não tenho muito o que dizer sobre mim. Então, sejam todos bem-vindos.
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