domingo, 29 de junho de 2014

Agora sim: acho que cheguei a uma conclusão da tal liberdade




Acho que já decidi o que fazer, diante de tantos problemas, sejam emocionais, psicológicos e até físicos. De repente o botãozinho de viver acendeu de uma forma inesperada. Ele estava apagado faz tempo e não sabia se parava de funcionar ou se tentava ainda acender. Acendeu. Tá sendo ótimo... bom, pelo menos creio que esteja ótimo. Nunca senti tanta vontade de fazer coisas novas ou coisas que eu já estava fazendo. Parei por causa de uma pessoa que não valeria nem minhas lágrimas, de pensamentos ridículos e estranhos, da minha neurose, do meu pessimismo. Quero sair e quem sabe perder a minha timidez, conhecer gente nova, beijar e quem sabe até namorar. Enfim , eu só quero sair desse meu mundinho mais ou menos.

Vi um filme esses dias que relatava sobre a adolescência e eu fiquei relembrando da minha que não foi pra lá essas coisas. Parece ontem que eu estava fazendo 15 anos e estava na 8ª série. Hoje, às vezes, me arrependo de não ter vivido tanta minha adolescência. A única coisa boa que lembro foram algumas amizades, o primeiro beijo e os estudos. Meus estudos sempre fizeram de mim uma pessoa que está sempre focalizada no seu futuro profissionalmente. Vejo que o estudo e a forma de ver o mundo foram - e são - as melhores partes de mim durante esses 18 anos. Realmente não ligo se eu não tive namorado, só me lembro que eu era a ogra e única de tudo: de ser feia, estranha e tímida. Isso me incomodava e era sempre. Mas isso não me importa mais; é coisa pequena!

A liberdade sempre esteve de portas abertas pra mim e eu nunca soube aproveitá-la. Ela, que me chamava e eu recusava, porque eu preferiria ficar num mundo surreal, com pessoas desconhecidos, atrás de uma tela de computador. Não sabia mais o que era realmente viver. Achava que viver seria bom apenas digitando com estranhos, com um perfil falso - e pessoas falsas, inclusive. Me fechei para o mundo e me tornei a pessoa que eu não gostaria de desejar pra ninguém. Mas sempre há uma oportunidade de abraçar essa tal liberdade. Eu hoje, vejo com outros olhos o que é realmente viver. Será que acordei tarde demais?!

Enfim, quero andar por aí, conhecendo outros lugares, conhecer mais o mundo ao meu redor, ganhar experiência e com certeza ser uma pessoa melhor, pois ultimamente a tristeza vinha me ganhando. Não mais.

domingo, 22 de junho de 2014

E graças a você aprendi mais uma coisa.




Eu não tinha ainda experiência. Dias antes de me preparar pra viajar, você me chamou no chat e me ligou de madrugada. Ficamos até umas 3 horas e depois continuamos nossa conversa até 4:30 no chat. Depois desse dia sempre me ligava. Era janeiro. Fui viajar, pra passar uns dias, me distrair e tal. Você me ligava quase todos os dias em que eu fiquei lá, inclusive, conversávamos por mensagens instantâneas. Todos os dias.

Chegou fevereiro. Antes dele chegar, havia muitas conversinhas de ''quer namorar comigo'' ''to gostando de você''. TO GOSTANDO DE VOCÊ. Daí eu me perguntava: ''por que tão rápido?''. E daí em diante, era quase todos a maldita frase dita ''quer namorar comigo?''. Pensei, pedi conselhos, pensei, pensei... Ok. Mandei um pequeno texto escrito à mão e coloquei no facebook: ''em um relacionamento aberto''. Uau, legal, que maneiro. Muita gente curtindo.

Fui para a Bahia passar o carnaval. Fiquei umas 3 semanas e a gente estava sem contato por telefone, então só restava o chat. Até que um dia em que eu estava lá, eu arranjei um celular e então ele ligou. Eu disse: ''saudade da sua voz''. Eu esperei um ''eu também estava'', mas foi ''hrumm''. E então chegou o dia de eu ir embora pra casa. Pra minha sorte, fiquei mais de 5 horas no aeroporto esperando a hora do embarque. Eu e ele ficamos até a hora do embarque, se falando, namorando. Me lembro que ele disse que ficaria conversando comigo até a hora do embarque. Achei lindo da parte dele, mas lindo mesmo. E então quando chegou a hora ele disse: ''que Deus te proteja, meu amor. Eu te amo muito''. E depois de algumas horas, cheguei em casa e corri para avisá-lo pelo chat que havia chegado.

Era março. Coloquei ''em relacionamento sério'', mas ele não queria colocar por medo de causar intrigas. Como assim? Eu não entendia. Isso não tinha nada a ver. Tudo bem, relevei... Até me perguntarem ''porque voce está em relacionamento sério e ele não?''. Primeiro fiquei puta porque a pessoa se deu ao trabalho de fuxicar o seu perfil, segundo parei pra pensar e fui falar com ele para mudar o status. Disse a mesma coisa. Me enrolou, me enrolou e me enrolou. Até aqui tudo bem.

Abril. Descobri que havia me traído, isso porque a sua segunda namorada me adicionou e veio dizer que também era a namorada dele. Fomos enganadas. Iludidas. Duas otárias. E então fui conversar com ele, foi muita enrolação, muito rolo, muita mentira. Até que eu cai na rede mais uma vez e o perdoei. SIM, EU PERDOEI UMA TRAIÇÃO. Ok. depois terminei, voltei de novo, depois terminei e daí eu voltei de novo.

Não era mais a mesma coisa. O que eu sentia - ou o que pelo menos achava o que sentia - estava esfriando por completo. Nesse termina e volta derramei muitas lágrimas, por achar que estava errada, porque eu ainda sentia algo por ele. Era maio. Terminamos por completo. Se falamos por alguns dias, de vez em quando e depois nunca mais. Agora só fica como estante no bate papo do meu Facebook.


O que eu aprendi com tudo isso foi que: jamais, jamais mesmo devo fazer algo por estar carente ou por se sentir só. A verdade foi que fiquei com ele afim de suprir a minha solidão e o resultado foi uma grande ilusão. A pior ilusão que eu já tive desde meu primeiro amor. Então, cabe a mim esperar, anular de vez a pressa e viver. Parece clichê, mas é o que resta. E espero que valha a pena essa espera.