sábado, 31 de janeiro de 2015

A incrível mania de se sentir só




E do nada, nos pegamos vendo tv, numa programação chata qualquer e pensamos ''por que eu?'', ''por que sou assim?'', ''por que tão só?'' e uma porção de pensamentos começam a submergir na sua mente, como várias borboletas sem rumo ou como se houvesse uma bomba-tempo a ponto de explodir a qualquer momento. Depois, uma pequena gota transparente e salgada do seu olho esquerdo cai e depois se transforma em oceanos, mas a sua importância é imprescindível: é o alívio da dor. E por fim, você levanta e procura alguma coisa na geladeira ou armário, toma um banho, fica na internet - o que só piora a situação -, ler uns 3 capítulos do livro, e decide então, finalmente dormir. Não. Dormir não. Os pensamentos infinitos não permitem.

No dia seguinte, a solidão não é mais a mesma - ou se torna pior, principalmente nos finais de semana. Todos estão se divertindo, com seus melhores amigos, com seus namorados e namoradas, família, e você lá, se lamentando o por quê de não ter as mesmas parcerias ou mesmos momentos. Mas é claro, só sai de vez em nunca e nunca tem companhia, e quando tem não é legal, ou seja, se sente insatisfeito e ainda solitário. A verdade é que quem está acostumado a ficar, sentir e ser só, nunca estará satisfeito o suficiente com alguma coisa que fez pra se distrair ou com alguma companhia. Bem, pode até ficar satisfeito, mas não totalmente - não generalizando, jamais! Às vezes queríamos um amizade pra nos botar pra cima ou um alguém pra dizer apenas que te ama e que adora ficar do seu lado, principalmente nos dias frientos, mas aí depois preferimos ficar sozinhos mesmo.

A solidão é uma coisa bem chata, sabe? Aparece de fininho e quando aparece vem pra ficar, pra nos enlouquecer, pra nos sentirmos incapazes, inferiorizados, esquecidos, mal-amados... Todos estes submergidos em mente e alma, pois permitimos isso e é tão forte que às vezes desistimos e deixamos ir embora sem nenhum esforço - quando dá realmente certo. A sua definição é comum, e as suas causas diferentes e eu acho que todo mundo já teve seu momento solitário. Ninguém é perfeito. Ninguém tem uma companhia 24 horas. Ninguém é de aço, nem de ouro. Ninguém consegue escapar da Vossa Majestade. Ninguém vive sem um momento de se sentir só. Normal. O problema é quando se torna hiperbólico.

sábado, 3 de janeiro de 2015

"Qual seu maior pedido pra esse ano?'' ''Quero que a solidão me deixe ir embora"



Ano novo. Vida nova. É como dizem 'o que passou, já passou' ou 'viva o presente' ou outras frases de efeito. Ótimo. Mas, é tão simples esquecer do passado assim? É tão simples mudar ou lidar? A cada dia percebo que estou mais e mais afastada de mudanças, da liberdade, de pessoas e de mim mesma. Ultimamente tenho andando tentar me distrair com coisas que eu tinha deixado pra trás, onde eu não tinha mais aquele prazer de desfrutar. Cinema, livros, uma boa escrita. Olha, voltei até a beber Ice! Mas, tudo parece tão vazio. Parecia que meu mundo caiu, desabou ou não sei o que! Parece que falta alguma coisa, uma companhia, um alguém pra conversar. Me deixar pra cima, entender meus problemas, trocar ideias. Ou será que eu mesma possa fazer isso? Conversar e desabafar comigo, me entender, me olhar, rir de mim.Aumentar o ego, que tal?

Há alguns anos atrás eu nunca esperava que esse dia fosse chegar: a necessidade de fazer o que eu realmente não fazia ou que eu simplesmente nunca fiz, mas não tão só. Era uma adolescente completamente ''anti-social'', que não ligava para tantas companhias, seja namorado ou amigos, que só vivia atrás de um monitor, conversando com gente estranha e desconhecida e que os considerava grandes amigos e eternos. Hoje, não lembram mais de mim e eu certamente não vou esquecê-los. Nunca esqueço de quem eu já gostei, já sofri, chorei, sorri e obtive grandes compartilhamentos de amizade, carinho e alegria. Posso até ter algumas amizades, mas sabe quando falta Aquela amizade, com um a maiúsculo? Não, não era só pra dizer ''você é meu ou minha melhor amigo(a)'', mas me considerar nos momentos difíceis, me ajudar com os amores frustrados e platônicos, sair pra se divertir. Mas, não. Nem nisso eu tenho tanta sorte. É chato fazer as coisas quando se está sozinha, apesar daquela frase ''antes só, do que mal acompanhado''.

Enfim, queria que esse ano talvez eu pudesse que alguma coisa ou alguém pudesse me mudar, desviar do caminho monótono e isso, com certeza depende de mim. Sem mais orgulhos. Sem mais solidão.