sábado, 10 de outubro de 2015

E por um instante...




Por um instante perdi você, mas que falta faz? E que diferença faz? O acaso foi mais surpreso do que imaginei. A minha indiferença, os sentimentos sólidos e gélidos se despertaram quando esse acaso chegou. Entretanto, tão previsível e ao mesmo tempo enganador, fez-se com que os meus pensamentos mergulhassem numa imensidão de ilusão. Uma pena. Sinto pena do começo, daquele acaso sútil, devagar, natural, cheio de da esperança não planejada. E os beijos? Ah, os beijos... Como esquecê-los? Bate aquela saudade chata, que vem sem querer, e os beijos a acompanha. Todavia, o acaso se esfriou. Se transformou num vazio, num pó no meio do nada. As palavras e as conversas do começo do acaso se desfaleceram de tal modo que to custando pra entender.

É, meu querido acaso... o que permuta em mim são a confusão e sentimentos entrelaçados para uma breve desilusão. Toda vez que penso em você, querido acaso, é sem querer e espontâneo. Juro, mas eu juro que eu tento bloquear, mas não dá... Amor não é. Paixão? Pode ser. O que me resta, senhor acaso, é te observar e perceber que não vai voltar nunca mais. Por mim, voltaria, mas quem sou eu pra mandar? A saudade fica, os beijos se vão e a memória se perde numa mera confusão.

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