segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Um breve desabafo do peito...


Às vezes eu não me entendo nesses lances de paixões, amores. Tudo acontece tão rápido e eu nem percebo que já aconteceu. Maldita carência, que percorre nas minhas veias, na minha alma e no meu peito. Logo após que eu o conheço, formo uma amizade invejável, estranhamento o vejo com outros olhos, e num piscar de olhos, a flecha do cupido acerta o meu peito de uma maneira tão burra. Simplesmente não escolho gostar de ninguém. Dizem que sou mimada, fresca, infantil por isso, mas não me importo. Sei que um dia eu vou aprender a ser fria. Fria o bastante para não cair mais nas ciladas desse tal de amor – ou paixão?



É tudo tão rápido e tudo tão engraçado... Olha eu aqui, escrevendo esse sujo e humilde texto, que provavelmente ninguém vai ler – nem você -, numa tarde chuvosa e frienta de segunda feira. Escrevendo o meu provável sentimento por você, que de fato é estranho e confuso. Pra piorar, hoje sonhei com você, das nossas conversas, e esse sonho foi a conseqüência dos meus pensamentos da madrugada. Das próprias conversas inacabáveis, que duravam mais de 24 horas, do primeiro e último encontro, dos beijos dados, da forma que segurou minha mão, mas nada se passa de uma ilusão. “Esquece, vai viver”, dizem eles. Eu tento, mas não dá. Quando eu fujo, os pensamentos voltam à tona, tipo as ondas de mar quando voltam pra molhar a areia. Pareço uma adolescente, quando sonhava e ficava imaginando coisas que nunca irão acontecer. Como eu agora. É um tormento, eu sei... Mas isso vai acabar. Em breve. Depende de mim. Depende dos meus sentimentos e pensamentos. Não vale a pena sofrer por algo tão imprevisível e utópico.  No mais, espero outro alguém, mas que repouse como uma borboleta na parede do meu quarto sem eu nem ter percebido. Cansei de coisas breves. Desilusões. Paixões. O meu coração não ta pra brincadeiras.

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