"Passo metade do dia odiando minha vida e querendo ser sugada pela minha própria insignificância. A outra metade passo rindo do quanto sou dramática e exagerada". (BERNARDI, TATI)
Exagero? Há um tempo eu achava tudo isso besteira, uma coisa
passageira, que pode sim melhorar, mas do jeito que as coisas andam acredito
que mudei de opinião. Nos meus infinitos
textos sobre se sentir sozinha ou só poderão ser mesclados em um só com este.
Na verdade, às vezes, não é ruim estar sozinho. Estar sozinho é quando você
dança com sua liberdade, sem ser julgado por pessoas negativas e chatas, sem
ser obrigado a socializar – não que isso seja ruim, mas é chato para os
inseguros e introvertidos como eu. Mas o que afeta é quando você se sente só e
o sentimento de insignificância toma conta da sua alma. Eu estou sentindo isso
e por incrível que pareça, to achando bizarro e estranho. Ora, significo algo
pra minha família e a minha parte é recíproca. E quando digo que alguém, sem ser
da família, significa algo pra mim, mas não recebo a reciprocidade? Tudo bem! Não
quero que todos me amem e me adorem, mas só gostaria de um pouquinho de
consideração, de uma palavra amiga sem ser julgada como a chata, de desabafar
qualquer hora e sem vácuos e ignoradas eternos no Whatsapp. Eu sou tão amiga,
considero as pessoas como amigas, sou legal, não julgo, penso e repenso: “será
que digo isso ou pode magoá-la?”. Mas, será que pensam o mesmo quando peço um
conselho?
Pergunto-me: o que eu sou no mundo? O que sou na sociedade
em minha volta? O que significo de verdade para as pessoas? Será que aquelas
que dizem serem minhas amigas ou as fazem declarações baratas estão sendo
sinceras ou oportunistas? Indago-me sempre. A vontade de confiar e criar
expectativa morreu em mim. Uma pena. Talvez, é coisa do momento ou eu cansei
mesmo. Na verdade, eu não sei muito bem, só sei que to um pouco cansada de
afastar pessoas, de exagerar na bondade, de ser esquecida, de ser segunda
opção, de ser só mais uma no grupo ou na vida de um alguém. Pergunto-me de
novo: o que eu sou? Quem eu sou? Essas perguntas giram nos meus pensamentos e
perturbam a minha mente. É triste e estranho não saber o que eu realmente sou
pro mundo.
Faço a pergunta do primeiro parágrafo: Exagero? Não. Acho
que é tanta coisa negativa que você pensa o pior e dizem “ah, isso é coisa da
sua cabeça”, sendo que não é. Como vou gritar ao mundo o que eu sinto? Não,
peraí! Mas eles não sabem quem eu sou, pois estou tão transparente em suas
vidas que já tem importância alguma.
Meu nome é Juliany, 19 anos, estudante de Biblioteconomia do 1º período na UFRJ, mas que ainda tem o sonho de ser formar em Jornalismo, carioca. Amante de livros e apaixonada pela saga A Maldição do Tigre. Gosto de escrever e saber um pouco mais sobre cada assunto. Tímida,introvertida,chocolátra e às vezes tem seus momentos sentimentais. Criei esse blog em 2012, quando eu não tinha nada pra fazer, e acabei aprofundando minha escrita.Não tenho muito o que dizer sobre mim. Então, sejam todos bem-vindos.
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