sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O que é breve, um dia acaba.

Há uns 15 anos atrás, quando eu era apenas uma inocente criança, pensava que tudo seria pra sempre. As brincadeiras, as amiguinhas, aquelas músicas que hoje tenho vergonha de escutar, a minha avó, a qual perdi com 6/7 anos, os doces, os dias e noites. A minha inocência estava clara, como em qualquer criança. Mas, quando você se vê com 20 anos e se dá conta que perdeu a inocência de tudo, principalmente de perder algo ou alguém, ou só alguém mesmo, e num instante se sente um tanto sozinho, um simples esquecido, insignificante, desinteressante, um chato, é  porque algo está errado. Mas quem: eu ou as pessoas?

Considero-me uma daquelas pessoas que são otimistas, positivas e amigas com os outros. Sou daquelas que ajuda mesmo estando ocupada ou que só não está afim de conversar porque não tá nada bem, sou daquelas que transmite positividade num momento de tensão, sou daquelas que agradece por qualquer coisinha, sou daquelas que se sente grata por fazer alguém bem consigo mesmo. Ah, sou daquelas... Daquelas que fazem tudo isso e que não recebem o mesmo, esperando que as pessoas sejam iguais a ela, daquelas que se decepcionam por qualquer coisinha besta, seja uma resposta fria, o jeito de falar ou um vácuo sem tamanho. Lembro como fui tão legal ao ponto de ser humilhada e sempre dizendo que iria mudar, mas sabia que não iria conseguir pois esse é meu jeito e que não tem mais jeito, sou assim e pronto. Será que perdi tempo e ainda perco me importando com essas coisas?

A minha vida em questão de relações interpessoais está de mal a pior. Às vezes quero conversar sobre o dia a dia ou coisas interessantes, mas só conversam por dois motivos: sexo ou favores. Batem o recorde. Ou, quando os lhe convém, afinal "não tem ngm mais interessante do que você, então vai ser você mesmo que vou conversar, fazer o que, né?! " Fico pensando no último dia em que alguém puxou um assunto aleatório comigo, sem obrigação nenhuma, mas.por prazer e que não sumisse nos próximos dias. Acho que já faz muito tempo MESMO. Mas o meu erro é, como já havia dito antes, que espero que as pessoas sejam igual a mim,.que se importam de verdade. Aliás, não sou tão interessante assim? Só sou a legal, a amigona e maneira quando os lhe convém? Sinceramente, é tão triste. Posso estar exagerando, mas isso me.incomoda, nem que seja um.pouquinho.

Logo, é isso: tudo que é breve, um dia acaba,como minha inocência de 15 anos atrás.

Nenhum comentário:

Postar um comentário