sexta-feira, 18 de março de 2016

Poemizando: "Versos para um amor que já se foi".

Versos para um amor que já se foi
(Juliany Lisboa)

Ainda me lembro o dia em que nos conhecemos.
Eu na minha e você na sua.
Nunca pensei que uma simples solicitação de amizade iria mudar minha vida.
E mudou.
Pra melhor. 
Com você.
Mais de mil promessas e mais de mil palavras jurando amor.
"Só quero você", dizia. 
Eu acreditei.
Quão tosca eu fui em acreditar?
Os melhores momentos não vou esquecer.
Impossível.
Éramos como amigos e parecíamos cheios de esperança.
Que piada.
Expectativas.
Tantas expectativas.
Ainda lembro do cheiro do seu perfume.
Erva-doce. Eu acho.
Lembro como segurava minha mão. 
Me sentia nas nuvens.
A pessoa mais feliz do mundo.
Mentira.
Seus olhos... ah, seus olhos.
Seu jeito de sorrir.
Seu beijo. 
Quanta saudade.
Numa simples noite de amor tudo desabou.
Você se foi e eu fiquei aqui.
Me excluiu, me bloqueou de pirraça.
Chorei. Muito.
Espero que seja feliz.
A saudade fica, a vontade de voltar fica, os momentos ficam.
O que fazer? A vida é assim mesmo.

Poemizando: "Atenção"

ATENÇÃO
(Juliany Lisboa)

Atenção para todas as coisas que eu deixei de fazer.
Atenção para as pessoas que eu considerei-as amigas algum dia.
Atenção para as minhas escritas escrito em vão.
Atenção para a minha ansiedade.
Atenção para a minha pressa.
Atenção para a minha solidão.
Atenção para todos os gestos desperdiçados.
Atenção para os milhares e bilhares de amores não correspondidos.
Atenção para a minha timidez.
Atenção para o meu silêncio.
Atenção para cada byte.
Atenção para cada bit.
Atenção para cada letra digitada.
Apenas preste atenção nesses versos.
Apenas pare e veja que não pareço ser tão forte assim.
Apenas perceba que não ando muito bem.
Só perceba e tenha atenção.
Só tenha atenção.
Atenção...
Não me deixe me sentir tão só.
Só quero atenção.
Apenas.
Por favor.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ansiedade, por favor ,me deixe em paz!


Há muito tempo que desejo as mesmas coisas, os mesmos tipos de pessoas. Simplesmente os mesmos desejos. No entanto, os meus desejos são tão intensos e cliches, mas que estão ali, loucos para serem realizados. Eu sou aquele tipo de pessoa que qualquer desejo vira um turbilhão de expectativas e que no fim, acaba se dando mal, como sempre.

Um dos meus maiores desejos - e que ainda continua sendo - é encontrar uma pessoa certa. Mas, perai. Não certinha, de certo, mas o que eu mais ou menos desejo pra mim. E há exatamente 1 mês atrás eu pensava que havia encontrado, até o sexo tomar o lugar. Meu outro maior desejo: ter minha primeira vez (que afinal foi "realizado"). Tudo estava indo muito bem. Minhas expectativas, é claro, estavam muito grandes. "Nossa, nunca havia encontrado alguém assim antes, que me entendesse do jeito que sou",  "Acho que agora vai!". Além dessas frases, vem aquelas cenas cliches na sua imaginação, como estar numa praça ou num restaurante tirando fotos para postar no Facebook que finalmente você "encontrou o amor da sua vida",  os presentes recebidos, declarações, brincadeiras, enfim, tudo o que um casal faz. Até que todas essas coisas evaporam-se da sua cabeça e você tem aquela sensação de culpa por criar tantos objetivos e expectativas. E foi o que aconteceu. Por uma transa mal resolvida, tudo se acabou. Aquelas palavras ditas, os gestos? Sumiram. Tudo não se passava de algo passageiro ou balela, muito bla bla bla. A partir disso, perdi todas as minhas esperanças. E eu sou culpada por tudo. Não aprendo nunca.

Eu só queria, de verdade, afastar essa ansiedade que permanece em mim há tanto tempo. Eu só queria tomar um rumo, sabe? Acho que agora não sei se algum dia eu encontre alguém que eu desejo, ou então, o que vier. Aliás, não sei se vou querer alguém ou gostar de alguém. Só estou cansada, muito cansada de ser apenas uma aventura para esquecer ex namoradas e suprir carências. E eu, como fico?? Só queria, de verdade, ser um alguém pra alguém, mas ser MESMO - algum dia, pois agora não quero mais ninguém. Cansei.

Tento me distrair com livros pendentes, muita música e até televisão. Não quero cair em abstinência como das outras vezes. Só quero que a ansiedade me deixe e paz. Isto, agora, é meu maior desejo.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O que é breve, um dia acaba.

Há uns 15 anos atrás, quando eu era apenas uma inocente criança, pensava que tudo seria pra sempre. As brincadeiras, as amiguinhas, aquelas músicas que hoje tenho vergonha de escutar, a minha avó, a qual perdi com 6/7 anos, os doces, os dias e noites. A minha inocência estava clara, como em qualquer criança. Mas, quando você se vê com 20 anos e se dá conta que perdeu a inocência de tudo, principalmente de perder algo ou alguém, ou só alguém mesmo, e num instante se sente um tanto sozinho, um simples esquecido, insignificante, desinteressante, um chato, é  porque algo está errado. Mas quem: eu ou as pessoas?

Considero-me uma daquelas pessoas que são otimistas, positivas e amigas com os outros. Sou daquelas que ajuda mesmo estando ocupada ou que só não está afim de conversar porque não tá nada bem, sou daquelas que transmite positividade num momento de tensão, sou daquelas que agradece por qualquer coisinha, sou daquelas que se sente grata por fazer alguém bem consigo mesmo. Ah, sou daquelas... Daquelas que fazem tudo isso e que não recebem o mesmo, esperando que as pessoas sejam iguais a ela, daquelas que se decepcionam por qualquer coisinha besta, seja uma resposta fria, o jeito de falar ou um vácuo sem tamanho. Lembro como fui tão legal ao ponto de ser humilhada e sempre dizendo que iria mudar, mas sabia que não iria conseguir pois esse é meu jeito e que não tem mais jeito, sou assim e pronto. Será que perdi tempo e ainda perco me importando com essas coisas?

A minha vida em questão de relações interpessoais está de mal a pior. Às vezes quero conversar sobre o dia a dia ou coisas interessantes, mas só conversam por dois motivos: sexo ou favores. Batem o recorde. Ou, quando os lhe convém, afinal "não tem ngm mais interessante do que você, então vai ser você mesmo que vou conversar, fazer o que, né?! " Fico pensando no último dia em que alguém puxou um assunto aleatório comigo, sem obrigação nenhuma, mas.por prazer e que não sumisse nos próximos dias. Acho que já faz muito tempo MESMO. Mas o meu erro é, como já havia dito antes, que espero que as pessoas sejam igual a mim,.que se importam de verdade. Aliás, não sou tão interessante assim? Só sou a legal, a amigona e maneira quando os lhe convém? Sinceramente, é tão triste. Posso estar exagerando, mas isso me.incomoda, nem que seja um.pouquinho.

Logo, é isso: tudo que é breve, um dia acaba,como minha inocência de 15 anos atrás.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O sentimento de ser um pouco insignificante

"Passo metade do dia odiando minha vida e querendo ser sugada pela minha própria insignificância. A outra metade passo rindo do quanto sou dramática e exagerada". (BERNARDI, TATI)

Exagero? Há um tempo eu achava tudo isso besteira, uma coisa passageira, que pode sim melhorar, mas do jeito que as coisas andam acredito que mudei de opinião.  Nos meus infinitos textos sobre se sentir sozinha ou só poderão ser mesclados em um só com este. Na verdade, às vezes, não é ruim estar sozinho. Estar sozinho é quando você dança com sua liberdade, sem ser julgado por pessoas negativas e chatas, sem ser obrigado a socializar – não que isso seja ruim, mas é chato para os inseguros e introvertidos como eu. Mas o que afeta é quando você se sente só e o sentimento de insignificância toma conta da sua alma. Eu estou sentindo isso e por incrível que pareça, to achando bizarro e estranho. Ora, significo algo pra minha família e a minha parte é recíproca. E quando digo que alguém, sem ser da família, significa algo pra mim, mas não recebo a reciprocidade? Tudo bem! Não quero que todos me amem e me adorem, mas só gostaria de um pouquinho de consideração, de uma palavra amiga sem ser julgada como a chata, de desabafar qualquer hora e sem vácuos e ignoradas eternos no Whatsapp. Eu sou tão amiga, considero as pessoas como amigas, sou legal, não julgo, penso e repenso: “será que digo isso ou pode magoá-la?”. Mas, será que pensam o mesmo quando peço um conselho?

Pergunto-me: o que eu sou no mundo? O que sou na sociedade em minha volta? O que significo de verdade para as pessoas? Será que aquelas que dizem serem minhas amigas ou as fazem declarações baratas estão sendo sinceras ou oportunistas? Indago-me sempre. A vontade de confiar e criar expectativa morreu em mim. Uma pena. Talvez, é coisa do momento ou eu cansei mesmo. Na verdade, eu não sei muito bem, só sei que to um pouco cansada de afastar pessoas, de exagerar na bondade, de ser esquecida, de ser segunda opção, de ser só mais uma no grupo ou na vida de um alguém. Pergunto-me de novo: o que eu sou? Quem eu sou? Essas perguntas giram nos meus pensamentos e perturbam a minha mente. É triste e estranho não saber o que eu realmente sou pro mundo.


Faço a pergunta do primeiro parágrafo: Exagero? Não. Acho que é tanta coisa negativa que você pensa o pior e dizem “ah, isso é coisa da sua cabeça”, sendo que não é. Como vou gritar ao mundo o que eu sinto? Não, peraí! Mas eles não sabem quem eu sou, pois estou tão transparente em suas vidas que já tem importância alguma.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Mais uma passagem...


Mais uma passagem... que chegou, ficou e se foi. Estive lembrando da nossa primeira conversa, de como nos conhecemos. Ficávamos horas e horas, todos os dias e sem parar conversando sobre todo tipo de coisa, até de comida e do dia a dia. Chegou o dia em que nos encontramos. Eu estava insegura e muito tímida, como sempre, mas percebia que você fazia um pequeno esforcinho. Confesso que você não foi a melhor pessoa que beijei durante esses 20 anos, mas posso te dizer que foram uma das melhores que conheci.

Depois do nosso encontro, ainda continuamos a conversa sobre tudo e até que tudo ficou muito estranho - muito bom pra ser verdade. Tudo por que? As conversas e você. Sim, você. Por um momento pensei que o problema era eu e começava a me perguntar: ''Por que isso tá acontecendo? Qual o meu problema? Estraguei tudo?''. E então eu decidi perguntar o porquê de ter mudado comigo e eu apenas recebi um "não estou bem ultimamente". Mas o que isso tinha a ver? Eu não me confirmava e até hoje não me confirmo. No dia 29/11 (3 exatos meses que nos conhecemos) decidi me declarar, mas a resposta não era o que eu esperava, como sempre. "Eu gosto de outra pessoa". Eu poderia ter levado um fora, porque já estou acostumada a levar foras, mas não um "eu gosto de outra pessoa". Isso doeu e está doendo, MUITO. Não sei quantas lágrimas foram derramadas dentre esses seis dias. Inclusive hoje. Eu me segurava e me segurava, mas sentia as lágrimas caindo, o arrepio no corpo, o peito apertado.

To mantendo meu orgulho de não ter que falar com você. Não quero piorar as situações, afinal, ja piorei bastante. Evitar e tentar esquecer, mas o pior é quando tento esquecer, eu me lembro e lembro que você era a única pessoa que eu conversava todo santo dia. Eu, sinceramente, nunca pensei que chegaria a esse ponto, apesar de sempre criar expectativas, mas o que vi em você foi DIFERENÇA. Tantos caras que eu conheci e que só falavam das mesmas coisas, com as mesmas historinhas e com as mesmas intenções, e daí você chegou e mudou tudo, me deu esperança, um up na minha vida amorosa, mas não se passou de uma mera passagem. Sinceramente, apesar de não estar muito pronta para relacionamento sério, eu aceitaria ser sua, mas infelizmente o destino quis você com outra. Não era eu e voce, voce e eu, e nunca será. Já me conformei. É foda essa coisa de amor correspondido. Não é como os filmes de comédia romântica, sabe? Sempre com um jeitinho, uma esperançazinha, insistência e no final, o peixe cai na rede.

Apesar do orgulho, que puta saudade de falar com você. Puta que pariu. Olha só o que você fez comigo e olha o caos que eu causei ao abrir meu coração pra você. A saudade é tanta, mas tanta, que reli nossa primeira conversa, onde tudo começou e então eu fiz mesclagens com o presente. Chorei, chorei, chorei, chorei, chorei sem parar. Agora isso, até quando? Já até me aconselharam a conhecer outros caras nesses aplicativos de relacionamento, mas eles não são nada, absolutamente nada perto de você. Pessoas assim como você são raras (apesar de ter sido um pouco idiota por mudar gradativamente comigo, admito). Mas, realmente tenho que agradecer por passar em minha vida. Enquanto eu sou só mais uma da sua lista de "meninas que fracassaram comigo", voce é só mais um que me deu mais um impasse pra amadurecer. E olha, muito obrigado. Posso chorar dias e noites, posso me arrepender depois, mas sei que daqui a um tempo estarei de queixo erguido e quem sabe, conhecendo uma pessoa melhor que você.

Adeus,
(eu acho).

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A solidão tomou conta de mim

Esse pode ser o meu décima ou quinquagésimo texto sobre a solidão, mas infelizmente não posso fazer nada, se a cada época me atordoa e me corrói sem nem ao menos avisar. A partir disso, sou obrigada a escrever toda vez que ela chega ao meu limite e esse texto é só mais um. Creio que possam surgir outros ano que vem, quem sabe?!

Semana passada na terapia a discussão foi sobre a solidão. E é claro, eu disse tudo o que eu penso dela e o que ela já fez e faz comigo. Ela é mais complexa do que pensam, muito mais do que sentir-se sozinho, muito mais do que sentir-se só por questões de segundos ou minutos. Ela se torna complexa quando é insistente, quando é longa, quando leva à morte, mas que nao é meu caso. Comigo ela é mais rasa, mas ao mesmo tempo que é rasa, é forte. É como se fosse um mar raso, mas que suas ondas fossem fortes o suficiente para derrubar qualquer coisa. Quando ela vem, não me perdoa, nunca perdoa! Nem nos meus dias dramáticos de tpm - mas aí ja é outra coisa, porque nunca sei se estou me sentindo realmente só ou se é só a tpm pra atrapalhar ou ajudar. Mas quando a tpm nem tá perto de chegar ou não esta presente, me atinge do mesmo modo e na mesma intensidade.
Ultimamente só estou levando decepções. Uma pior que a outra. A pior foi a de ontem (mas prefiro falar em outro texto). As únicas duas pessoas que eu tanto conversava, não converso mais e nem quero. E então, a solidão ficou de vez. Ninguém pra conversar, ninguém pra contar novidades, besteiras, falar sobre voce, nem pra sair, nem pra brincar, nem nada. Parece que estou voltando na fase da adolescência. Era um ciclo vicioso sem fim e então eu procurava uma fuga: escrever. Hoje não é diferente, pois escrevo pra mim mesma, para desabafar comigo mesma. Esta aí um ponto positivo da solidão: voce pode fazer várias coisas sem ser interrompido, sem ser julgado, sem ninguém ver. Mas e quando voce acaba de escrever? É claro, voce se sente mais leve, não posso negar, porém chega o dia seguinte e começa tudo de novo. Os mesmos pensamentos, as mesmas expectativas e bate aquela vontade de escrever de novo, mas quando coloca em prática, não sai uma escrita, já que voce se desgastou com palavras no dia anterior. E isso acontece comigo. Um ciclo, um mundo. Linhas tortas em forma digital. Pertubador ou reconfortante?

Sinto saudades de tantas coisas! Ah, se eu pudesse voltar no tempo... Não tinha todos esses problemas, todo esse desgaste mental e psicológico. Pior que esses desgastes ficam em voce, te prendem e voce quer uma forma de arrancá-los, ou escrevendo ou querendo falar com alguém, mas daí voce decide desabafar e nao te entendem e então voce fica... perdido. Totalmente perdido. Oh, meu deus! NAO TEM NINGUÉM. NIN-GUÉM. ABSOLUTAMENTE NINGUÉM. Você se sente um pouco inútil e sem importância pra ninguém, afinal estão pouco se fodendo pros seus problemas. Então, vai desabafar pra que? Pra ser julgado? Pra jogarem na sua cara o que voce nao consegue fazer? "Deixa de ser fresca!", "Vai viver", "Mexa-se!", "Olha, fulano, ciclano era assim e ficou assim e assado, viu?", "Tem pessoas passando por problemas piores que o seu", "Você é muito nova pra se sentir só", "Você nao tem motivos pra se sentir assim". Frases sem maior motivação, sem maior conforto. As pessoas que voce procura pra desabafar falam isso sem se colocar no seu lugar. Mal sabem que tais palavras machucam tanto, mas tanto... Eu sou incapaz de falar essas coisas. A última coisa que posso fazer é magoar alguém, mas me magoam sem nem pensar. Então choro, choro em silêncio. Às vezes eu nem choro. Só fico com uma certa raiva e inconformidade com tamanha ignorância. Decreto, a partir disso que: não desabafo com mais ninguém. Só eu e eu, eu e meu notebook, eu e a minha escrita. Sem mais.

Estou cansada, desgastada. Só procuro ficar quieta, calada e fingir que nada está acontecendo. Ninguém se importa! Eu coloquei isso na minha cabeça e é verdade. Mas é triste, porque uma companhia é sempre boa, mas não tenho. Infelizmente não.

Só isso.